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A busa do melhor resultado! agosto 1, 2010

Filed under: Sucesso — Mônica Guidoni @ 2:30 pm
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A busca do melhor resultado

Todos nós guardamos um sentimento secreto de que somos capazes de produzir resultados melhores do que aqueles que estamos obtendo. Esse mesmo sentimento se estende para o grupo de trabalho do qual fazemos parte. Ao examinar o desempenho do grupo, avaliamos como aquém do que ele é realmente capaz. Arrisco dizer que essa mesma suspeita recai por toda a empresa. Ao final do mês constatamos, frustrados, uma desproporção entre os resultados auferidos e os esforços despendidos.

Diante desses comentários, temos uma notícia que é boa e ruim ao mesmo tempo. O lado ruim está no veredicto dos estudiosos da natureza humana: utilizamos menos de dez por cento das nossas capacidades para nos divertir, amar, viver e trabalhar. Somos, em geral, seres humanos subtilizados em nossas capacidades e inteligências.

Costuma-se dizer que, diante do copo de água pela metade, o otimista valoriza a parte preenchida enquanto o pessimista alardeia a parte vazia. Pois bem, sejamos otimistas: se apenas um décimo do espaço do copo está repleto, existe um grande espaço para o aumento do desempenho individual e, por conseguinte, dos resultados que somos capazes como equipe e como empresa.

É claro que isso não acontecerá apenas pela constatação desse desperdício latente. Algo precisa ser feito.

Pessoas certas e erradas

Antes, vamos discorrer sobre a pessoa errada. O problema é que ela não vem inteira para o trabalho. O corpo se apresenta todos os dias para cumprir a carga horária semanal, mas os pensamentos estão distantes e a alma aguarda aflita na guarita o término da jornada.

Braços e pernas trabalham, mas os pensamentos e sentimentos estão ausentes e, por conseqüência, também a motivação e a criatividade. Sem dúvida, esse é o maior desperdício das organizações em geral, ignorado nos inventários que medem o desempenho.

A pessoa errada não traz seus valores para o trabalho. Distante que está de si mesma, tampouco os conhece. Uma vez que não vive orientada por seus valores virtuosos, deixa-se seduzir pelo sucesso pessoal sustentado por valores materiais. Persegue com obstinação os benefícios, mas foge com displicência dos sacrifícios. Individualista, prioriza os interesses pessoais antes dos interesses coletivos.

Diante das agruras do dia-a-dia, a pessoa errada coloca-se como vítima. Egocêntrica, sente-se perseguida por uma legião de inimigos imaginários. Ressentida com os seus pseudo-algozes, estabelece relacionamentos evasivos e pouco assertivos.

A pessoa errada é, em geral, inflexível e pouco criativa. Falta um propósito maior pelo qual se apaixone e, portanto, não há com que se comprometer. Prefere competir ao correr atrás das metas numéricas, mesmo ao custo da  ética e da cooperação.

Como a pessoa errada é um elo de um sistema maior, todo o sistema fica prejudicado por conta dos seus comportamentos não contributivos.

A pessoa certa, por sua vez, reconhece a integridade como o único caminho para o sucesso. Está preparada para contribuir e servir. Sabe que precisa colocar os seus talentos em prol de algo maior. Reconhece os seus interesses pessoais e sabe subordiná-los aos interesses coletivos.

A pessoa certa é entusiasmada com o seu trabalho e não desperdiça as diversas oportunidades de aprendizado. Compreende que o grupo do qual participa se fortalece quando as informações e os conhecimentos são compartilhados. É desapegada e desprendida e trabalha focada nas contribuições e nos resultados coletivos.

Não há dúvidas que pessoas certas produzem desempenhos superiores, assim como as equipes formadas pelas pessoas certas produzem os melhores resultados. Aí está o desafio de toda empresa: compor um time formado por pessoas certas. A pergunta que fica é: como encontrar essas pessoas?

A empresa certa

De nada adianta amaldiçoar a semente se o solo não é fértil. As sementes brotam em solos férteis. É assim também com pessoas e empresas. A pessoa certa é gerada pela empresa certa, assim como a pessoa errada é cria da empresa errada.

A pessoa certa sabe colocar os seus talentos e competências na direção certa. Isso só é possível se a empresa compartilhar com ela o seu destino, a sua direção, os seus propósitos.

A pessoa certa disponibiliza de bom grado toda a sua criatividade e as melhores idéias. Isso ocorre porque a empresa certa cede espaço para que isso aconteça. Sabe valorizar as opiniões tanto convergentes como divergentes. Evita julgamentos e preconceitos e cria um ambiente de trabalho acolhedor às diferenças. Na empresa certa, a pessoa não é tratada como mão-de-obra, forma tradicional e reducionista de ver o ser humano.

A empresa certa quer atingir os seus propósitos e os melhores resultados, assim como a pessoa certa quer se realizar. Compatibilizar propósitos faz parte da cultura da empresa certa, que se importa com o desenvolvimento da sua equipe. Por isso, investe no aprendizado e no crescimento tanto pessoal como profissional de todos.

A empresa certa faz com que todos sejam criadores de seus destinos e não deixem que mergulhem no ingrato papel de vítima. Para isso, estabelece com cada pessoa um contrato empreendedor, em que deixa claro todo o poder e autonomia que possui, ao contrário do contrato patriarcal que esclarece os cerceios e as punições.

Não está faltando algo?

A pessoa certa é gerada pela empresa certa, não é isso? Então quem gera a empresa certa? Resposta: o líder certo. O líder certo é aquele capaz de construir a empresa certa que gera a pessoa certa.

O líder é o grande lavrador, é quem prepara o solo e o fertiliza com os melhores valores. Adota as melhores práticas e condutas, bem como as atitudes adequadas. É o melhor exemplo da cultura que deseja ver incorporada na empresa. Com isso, constrói um ambiente onde existe a confiança e a verdade.

O líder certo não abre mão da sua função educadora. Sabe que é o seu papel construir, com desapego, uma empresa que seja de todos. Sabe que é o principal cultivador do solo em que os seus colaboradores plantarão a semente dos seus principais talentos.

Depois é acreditar e aguardar: os melhores frutos virão!

 

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